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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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SERIAM DO PCC

"Madrinha" do CV é condenada a quase 100 anos pelo assassinato de quatro jovens em MT; já foi condenada por matar drag queen

Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri condenou Angélica Saraiva de Sá, integrante do Comando Vermelho, a 99 anos pelo homicídio qualificado de Alan Rodrigues Pereira, Caio Paulo da Silva, Jefferson Vale Paulino e João Vitor da Silva, em agosto de 2022, na Fazenda São João, em Nova Monte Verde (968km da capital). Ela foi julgada nesta quinta-feira (27) pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa.


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Os jurados acolheram a denúncia do promotor de Justiça Cleuber Alves Monteiro, a qual apontou que os crimes foram cometidos por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Angélica, conhecida como “Madrinha”, “Angelequinha” ou “Bibi”, e um grupo de 14 denunciados foram responsabilizados pelas execuções.

O Conselho de Sentença acolheu a tese do promotor de Justiça Cleuber Alves Monteiro Junior e reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe. De acordo com o Ministério Público, Angélica e outros 14 denunciados mataram Alan Rodrigues Pereira, Caio Paulo da Silva, Jefferson Vale Paulino e João Vitor da Silva, em agosto de 2022, na Fazenda São João.

Conforme a denúncia, as vítimas chegaram à cidade para trabalhar nas obras de pavimentação asfáltica, no entanto, foram supostamente identificadas pelos denunciados como integrantes de uma facção criminosa rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

No dia do crime, duas das quatro vítimas compareceram à residência de um dos denunciados possivelmente para adquirir entorpecentes. Diante das suspeitas, foram mantidos reféns e torturados até confessarem a participação na facção rival. Os corpos dos quatro rapazes foram localizados no dia 8 de agosto de 2022, na zona rural do município. O veículo das vítimas foi encontrado, incendiado, três dias antes, em uma estrada na zona rural do município. 

Durante as buscas pelas vítimas, policiais civis foram a uma área, em um local próximo de um rio, usada para desova de corpos por criminosos. Na área foi avistado um corpo já em avançado estado de decomposição. Em continuidade às buscas, foram localizados as outras três vítimas, que estavam com uniformes da empresa onde trabalhavam.

Após a confissão, Angélica, tida como líder do Comando Vermelho na região, ordenou a execução das duas vítimas e mandou que buscassem e matassem as outras duas que estavam hospedadas no mesmo alojamento.

Alan e João Vitor morreram por esgorjamento enquanto Caio Paulo e Jefferson morreram em virtude do traumatismo crânio-encefálico.

No ano passado, ela também foi condenada a 28 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa, tortura e corrupção de menor, sendo a mandante do assassinato de Rogério Diego dos Santos, de 28 anos, conhecido por sua performance como a drag queen Julya Madsan.

Além de Madrinha, também já foram condenados pelas execuções T. B. L., a 75 anos de prisão; W.B.L. a 56 anos de prisão; e B.B.S. foi condenado a 66 anos de prisão. Já outros dois, R.T.S.L. e E.S. receberam condenações de 86 anos de prisão cada um.
 
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