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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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Justiça decreta sigilo em ação sobre morte de Zampieri após réu dizer que juntará informações de 'pessoas com foro'

Foto: Reprodução

Justiça decreta sigilo em ação sobre morte de Zampieri após réu dizer que juntará informações de 'pessoas com foro'
Juíza Anna Paula Gomes de Freitas determinou sigilo em processo que julga três supostos envolvidos na morte do advogado Roberto Zampieri, crime praticado em Cuiabá, no bairro Bosque da Saúde. Decisão é desta quinta-feira (24).


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Decisão foi estabelecida diante da notícia trazida pelos defensores, de que exporão dados dos conteúdos dos celulares apreendidos, inclusive do celular da vítima, “o que poderá expor a intimidade não só desta última quanto de outros investigados e terceiros estranhos ao processo”.
 
“Determino que o feito passe a tramitar em segredo de justiça, devendo o Gestor Judiciário proceder às anotações necessárias no Sistema PJe”, decidiu a magistrada.  

Conforme os autos, um dos réus explicou que juntará relatório aos autos, trazendo nomes de terceiros "com investigações em andamento, pessoas com foro privilegiado". 

Na mesma decisão, Anna Paula Gomes de Freitas  indeferiu novos pleitos de dilação de prazo declinados pelos réus Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antonio Gomes da Silva.

O caso

O Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso denunciou Antonio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas por homicídio triplamente qualificado do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá.
 
De acordo com a peça, o crime foi cometido mediante paga e promessa de recompensa, com recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito. O MPMT também requereu a conversão das prisões temporárias em prisões preventivas. 

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado com disparos de arma de fogo em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, próximo ao escritório dele. Conforme a denúncia, “Antonio Gomes da Silva, utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, auxiliado por Hedilerson Fialho Martins Barbosa, agindo ambos mediante paga e promessa de recompensa efetivada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima”. 
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