Wellington Sousa Ribeiro, de 20 anos, confessou ter participado do assassinato do motorista de aplicativo Edilson Franceschini, de 45 anos, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva por ordem do juiz Guilherme Carlos Kotovicz, proferida no plantão de domingo (22). A vítima foi encontrada às margens da rodovia MT-325, em Alta Floresta (791 km de Cuiabá), com perfurações de tiro no corpo.
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Motorista de aplicativo foi assassinado por facção criminosa em punição a suposto crime cometido
As investigações apontaram que Edilson foi assassinado por supostamente ter cometido um crime na região.
Em depoimento, além de ter confessado que foi o “piloto de fuga” na execução, Wellington disse que o fez porque Edilson havia abusado sexualmente da sobrinha de um faccionado e que, por isso, a vítima levaria um salve.
Porém, no momento da punição física (salve), Edilson já aguardava os algozes e a sessão de tortura culminou em sua morte. No depoimento, Wellington disse que Gidalias Ferreira dos Santos, vulgo “Indinho”, foi quem puxou o gatilho que crivou a vítima.
Após o assassinato, Wellington disse que conduziu Gidalias na garupa da moto usada para o transporte e, quando chegaram em casa, ele guardou a arma utilizada debaixo do colchão do berço do seu filho.
Após o motorista de aplicativo ser morto, os policiais conseguiram encontrar o suspeito. Com ele foi encontrado uma arma de fogo e a motocicleta usada no crime.
Foi constatado que o armamento foi furtado em 2018. Wellington foi encaminhado à delegacia e autuado pelo crime de homicídio qualificado e, agora, teve a prisão preventiva decretada.