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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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discussão por vaga no TJMT

Juíza nega vazamento de processo sigiloso no Conselho Nacional de Justiça e cita que foi prejudicada

Foto: Reprodução

Juíza nega vazamento de processo sigiloso no Conselho Nacional de Justiça e cita que foi prejudicada
A magistrada Ana Cristina Silva Mendes, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), apresentou uma manifestação oficial à Corregedoria Nacional de Justiça, em 27 de março, negando qualquer participação no vazamento de informações de um processo que tramita sob sigilo. O procedimento em questão é um pedido de controle administrativo no qual a juíza questiona os critérios de antiguidade e merecimento para a substituição do desembargador Dirceu dos Santos.


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A controvérsia surgiu após a juíza ter seu pedido negado pela Presidência do TJMT para substituir temporariamente o desembargador Dirceu dos Santos, que foi afastado do cargo sob suspeita de envolvimento em negociações ilícitas de decisões judiciais. Ao acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a magistrada solicitou que o caso fosse mantido em segredo para evitar o desgaste da imagem do Judiciário local.

Em sua defesa apresentada à Corregedoria, a juíza ressaltou que a publicidade do caso contraria seus interesses e sua postura ética. Segundo trecho da manifestação da magistrada à Corregedoria, "a opção pela tramitação sigilosa não foi um ato acidental, mas uma decisão deliberada e fundamentada na necessidade de preservar a imagem do Poder Judiciário mato-grossense".

Ana Cristina Mendes afirmou de forma categórica que não manteve contato com a imprensa e que o conteúdo da petição era conhecido apenas por seus familiares mais próximos. Ela argumenta que a exposição midiática tem sido prejudicial, citando que informações fornecidas pela própria Presidência do TJMT sobre sua suposta "improdutividade" e "acervo processual preocupante" foram divulgadas em sites de notícias.

A manifestação conclui reafirmando o respeito pelo trabalho de fiscalização da Corregedoria Nacional de Justiça e colocando a magistrada à disposição para novos esclarecimentos. O processo segue em análise pelo Plenário do Conselho, que deverá decidir sobre a legalidade dos atos de substituição no tribunal mato-grossense e apurar as circunstâncias da quebra de sigilo das informações processuais.
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