O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) decidiu aguardar a defesa do pretenso candidato ao Senado, José Pedro Taques, antes de analisar pedidos de urgência para a remoção de conteúdos em redes sociais críticos ao governador Mauro Mendes e ao secretário de Casa Civil, Fábio Garcia. As decisões, proferidas pelo relator Pérsio Oliveira Landim, tratam de acusações de propaganda eleitoral antecipada negativa movidas pelo partido União Brasil.
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O partido alega que Taques estaria utilizando publicações pagas, o chamado impulsionamento, para disseminar uma série denominada “Oi Mauro”. Segundo a representação, as postagens buscam ligar agentes públicos a supostas organizações criminosas e desvios de recursos no que o representado chama de “Escândalo da Oi”, sem apresentar provas concretas. O União Brasil sustenta que o conteúdo extrapola o direito de crítica e busca manchar a honra dos envolvidos perante o eleitorado.
Esta não é a primeira vez que os ataques são levados à Justiça. O União Brasil afirma que já houve decisões anteriores determinando a retirada de vídeos semelhantes, mas que Pedro Taques teria voltado a promover o conteúdo em março de 2026. Para o partido, a conduta configura um desrespeito direto às ordens judiciais e à legislação vigente.
Conforme trecho da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, “o representado voltou a promover novo impulsionamento de conteúdo negativo, em março de 2026, bem como a divulgar novas postagens em redes sociais, reiterando imputações ofensivas e desprovidas de suporte probatório”.
Apesar da gravidade apontada pelo partido, o juiz Pérsio Oliveira Landim optou pela cautela. Ele identificou que os novos processos possuem estreita relação com uma ação anterior sobre o mesmo tema. O magistrado explicou que decidir de forma isolada agora poderia gerar decisões conflitantes.
A Justiça determinou a citação urgente de Pedro Taques para que ele apresente sua defesa no prazo de dois dias. Somente após essa manifestação e a análise conjunta com os processos relacionados, o tribunal decidirá se concede a tutela de urgência para remover as postagens e aplicar possíveis punições, como multas e a veiculação de mensagens retificadoras pelos provedores de internet.