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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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Alexandre de Moraes nega pedido de visita de Abilio a Bolsonaro junto com recusa à prisão domiciliar

Foto: Arquivo

Alexandre de Moraes nega pedido de visita de Abilio a Bolsonaro junto com recusa à prisão domiciliar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), o direito de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão preventiva desde a as primeiras horas da manhã deste sábado (22), em ação da Polícia Federal em cumprimento de ordem judicial exarada no âmbito da investigação sobre a ‘trama golpista’.


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A decisão contra o pedido de Abilio foi proferida neste sábado (22), na esteira da negativa do Supremo ao pedido de ‘prisão domiciliar humanitária’ formulado pela defesa de Bolsonaro. Ao decretar a prisão preventiva de Bolsonaro, Moraes julgou prejudicados os pedidos de autorização de visitas formulados no dia anterior por Bolsonaro, incluindo destinado a Abilio.
 
O prefeito de Cuiabá havia anunciado na última semana a intenção de conversar com o ex-presidente, em meio ao debate político que se estabeleceu na direita mato-grossense a partir da discussão pública entre o governador Mauro Mendes (União) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. Nos últimos dias, Abilio chegou a dizer que o apoio do PL a Mauro ‘ficaria para depois’ e que, no momento, José Medeiros (PL) é o único candidato do grupo ao Senado.
 
Na sexta-feira (21), Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber visita do prefeito de Cuiabá. No documento de apenas uma página, a defesa de Bolsonaro se limita a informar ao ministro que o encontro é pessoal e deveria ser concedido “em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”.

Por sua vez, Abilio afirmou ao Olhar Direto que seu pedido tem como objetivo verificar o estado de saúde de Bolsonaro, sobre o qual disse haver preocupações.

Além da questão de saúde, o prefeito afirmou que pretende "pedir orientações" a Bolsonaro. Embora não tenha detalhado o teor dessas orientações, a solicitação ocorre em um momento de racha na direita bolsonarista acerca das alianças para o Senado Federal nas eleições de 2026.


A prisão
 

Bolsonaro acabou preso preventivamente na manhã deste sábado sob justificativa de garantia da ordem pública.

Na petição, feita ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados enumeraram os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em "risco à vida". Eles pediram que o ex-presidente fosse mantido em casa, onde já cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto.

"O certo é que a alteração da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida", dizia trecho da petição. Foram anexados relatório médico e exames ao pedido.
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