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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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SEM DINHEIRO NA CONTA

Preso por descumprir medidas contra a ex, 'empresário' Marlon Pezzin tem as contas penhoradas por dívida de R$ 150 mil com a Unicred

Foto: Reprodução

Preso por descumprir medidas contra a ex, 'empresário' Marlon Pezzin tem as contas penhoradas por dívida de R$ 150 mil com a Unicred
O juiz Leonardo de Campos Costa e Silva Pitaluga determinou a penhora de bens em nome do ‘empresário’ José Clovis Pezzin, conhecido como Marlon Pezzin, em ação que a Cooperativa de Crédito dos Médicos, Profissionais da Saúde e Empresários de Mato Grosso (Unicred-MT) lhe cobra R$ 158 mil provenientes do inadimplemento do cartão de crédito. Como não foram encontrados valores nas contas de Pezzin, o juiz intimou a Unicred para se manifestar se tem interesse no prosseguimento da cobrança.


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Em ordem proferida na semana passada (13), o magistrado penhorou os ativos financeiros de Pezzin por 15 dias por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud).

Pezzin utilizou o serviço de crédito regularmente até 2022, acumulando um débito que ultrapassa os 158 mil reais após atualizações financeiras. Diante da ausência de defesa ou pagamento voluntário, a instituição financeira solicitou diversas medidas de busca de bens e bloqueios patrimoniais para garantir a quitação do valor.

O juiz, contudo, negou a repetição de pesquisas já realizadas, autorizando apenas a penhora via SISBAJUD pelo período de 15 dias. Como os valores encontrados nas contas bancárias foram considerados irrisórios, o magistrado determinou o desbloqueio imediato e solicitou que o credor se manifeste sobre o prosseguimento do feito.

Preso por descumprir medidas protetivas e ameaçar uma ex-companheira, Marlon Pezzin teve que ser intimado no presídio Ahmenon Lemos Dantas, em VG. Além de ter atropelado um frentista durante um racha na capital, Pezzin também ficou conhecido e responde na Justiça por outros casos, incluindo várias dívidas, tráfico de drogas, agressões e, mais recentemente, por ter destruído a frente do restaurante japonês Haru, na Praça Popular, capital.

Pezzin de Almeida permanece detido no Ahamenon devido ao descumprimento de medidas protetivas em casos de violência doméstica, cuja prisão fora efetivada no dia 7 de dezembro, durante o plantão judicial.

O investigado possui um vasto histórico de delitos que inclui agressões físicas severas contra mulheres, envolvimento com o tráfico de drogas e a prática de rachas, sendo que um deles culminou no atropelamento do frentista Gabriel de Paula, que ficou em estado grave, em 2024.

Além da violência, ostenta uma série de pendências financeiras vultosas e processos por exploração mineral irregular, evidenciando uma conduta de reiterado desrespeito às normas legais.  Pezzin é cobrado em Peixoto de Azevedo, pela cooperativa mista de garimpeiros da cidade, a qual lhe acionou cobrando royalties devidos pela extração de minério de ouro.

A Cooperativa alega que ele, que possui uma concessão para extrair o minério em sua propriedade, falhou em repassar 1% da produção mineral vendida, conforme estipulado em contrato. O montante inicial devido era de R$ 154.737,66, mas com a atualização monetária, o valor subiu para R$ 190.809,58. 

A Copemáquinas Comércio de Peças lhe cobra R$ 101 mil referente a um Contrato de Confissão de Dívida assinado em 2021. Em outra ação de cobrança, o advogado Rodrigo Cyrineu lhe cobra R$ 27 mil em honorários. Em 2023, a Unicred ajuizou duas ações monitórias contra Pezzin, uma cobrando R$ 35 mil e outra R$ 75 mil. Já o Sicoob União MT/MS cobra do seu CNPJ, R$ 55 mil referente a um empréstimo feito em 2020.

Na madrugada do dia 24 de maio de 2025, Pezzin se envolveu em mais um caso para somar na sua extensa ficha de processos. Na famosa “Praça Popular”, centro de Cuiabá, ele destruiu o deck de madeira do tradicional Haru, restaurante japonês.  Antes disso, ele já havia sido convidado a se retirar do estabelecimento. Do lado de fora, usou o carro que dirigia, um Volkswagen Touareg, para colidir contra o espaço instalado em frente ao estabelecimento. Neste momento, ele atropelou uma mulher e teve o carro alvejado por um homem que estava no restaurante.
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