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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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PARQUE CHAPADA DOS GUIMARÃES

MP quer dilação do inquérito que investiga ex-síndico de VG, destituído por desvio de dinheiro e água

Foto: Reprodução

MP quer dilação do inquérito que investiga ex-síndico de VG, destituído por desvio de dinheiro e água
O Ministério Público do Estado pediu dilação de prazo no inquérito que investiga o ex-síndico do Condomínio Parque Chapada dos Guimarães, em Várzea Grande, por desvio de dinheiro, pagamento a ex-servidor do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), falta de pagamento dos conselheiros e aberturas de empresa em nome do destituído em proveito próprio. Pedido de dilação foi feito pelo promotor de Justiça José Ricardo Costa Mattoso. Destituído no final do ano passado, ele é acusado pelos condôminos de abrir uma associação para continuar na gestão do residencial. 


Leia mais: DAE confessa que servidor auxiliou ex-síndico no desvio de água de condomínio em VG e moradores cobram R$ 106 mil
 
O caso envolve Giovanni Dutra Gomes, afastado do cargo por ordem do Tribunal de Justiça (TJMT) no ano passado, acusado de desvio de recursos do condomínio, pagamentos irregulares e fraude em prestações de contas.
Entre as suspeitas, estão depósitos de valores do fundo condominial em sua conta pessoal, contratação de empresas ligadas a ele e pagamento a ex-servidor do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), que teria atuado em conluio para provocar falta de abastecimento no residencial.
De acordo com apuração do Olhar Jurídico, os moradores começaram a desconfiar de Govanni em 2021, quando o condomínio passou a enfrentar desabastecimento de água recorrente, o que levou à contratação frequente de caminhões-pipa.
Parte dessas operações teria beneficiado empresas ligadas a Giovanni. O DAE acusa o ex-síndico de manobrar o fornecimento de água em parceria com o ex-servidor Cícero Ventura de Andrade, exonerado após ser apontado como participante do esquema. Com a descoberta na fraude da água, os moradores também descobriram que Giovanni, possivelmente, passou a constituir empresas para se beneficiar do desvio, como a Tornec, Prime, e a LRD-PRIME, que fica situada ao lado da casa do pai dele.
 
Além das apurações criminais, moradores questionam judicialmente a legalidade da eleição de Giovanni para o cargo, alegando que ele sequer é proprietário de imóvel no condomínio, requisito previsto no regimento interno. Em paralelo, tramita ação em que o condomínio cobra indenização de R$ 106 mil do DAE, referente às despesas com caminhões-pipa, enquanto o órgão pleiteia a improcedência e aponta débito de R$ 168,5 mil do residencial por serviços de abastecimento.
 
O inquérito contra Giovanni segue em andamento na 2ª Vara Criminal de Várzea Grande. Moradores aguardam decisão da Justiça sobre a realização de auditoria nas contas da gestão do ex-síndico para apurar o montante dos prejuízos.
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