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Domingo, 05 de abril de 2026

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IRREGULARIDADES CONTÁBEIS

Casal de produtores tem a falência decretada por irregularidades na RJ e incapacidade de quitar R$ 71 milhões em dívidas

Foto: Reprodução / Ilustração

Casal de produtores tem a falência decretada por irregularidades na RJ e incapacidade de quitar R$ 71 milhões em dívidas
O juiz Pedro Flory Diniz Nogueira declarou a falência produtores Vilson Paulo dos Reis e Celia Freitas dos Reis, que estavam em recuperação judicial desde 2020, por R$ 32 milhões em dívidas. Em sentença proferida na última quinta-feira (27), o magistrado considerou que os credores não aprovaram o plano oferecido pelo casal, bem como irregularidades contábeis graves.


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O processo de recuperação judicial tramitava há mais de quatro anos, período em que foram constatadas inconsistências nos demonstrativos financeiros e a emissão de notas fiscais em nome de terceiros. O Banco Rabobank International Brasil S/A, um dos principais credores, se manifestou pela falência, alegando inviabilidade econômica da proposta de financiamento apresentada pelos devedores.

Já a administradora judicial apresentou ao juiz que as dívidas atualizadas do casal somam R$ 71.139.257,82, valor este que não possuem a capacidade de quitar. Diante disso, o juiz determinou a falência ante a desaprovação do plano e das irregularidades contábeis.  

Com a decisão, foi estabelecido um prazo de 15 dias para que credores apresentem habilitações ou divergências sobre os créditos. Além disso, foram determinadas a suspensão de ações e execuções contra os falidos, a proibição de venda de bens sem autorização judicial e a anotação da falência nos registros oficiais.

A empresa ZAPAZ Administração Judicial Ltda. foi nomeada como administradora do processo falimentar, e os devedores deverão apresentar suas contas demonstrativas em até 10 dias. As atividades produtivas dos falidos foram, por ora, mantidas provisoriamente.

Golpe na venda de propriedade, estiagem, dívida que passou de R$28 para 40 milhões, e demais questões foram os fatores que levaram o casal a pedir a Recuperação Judicial, em 2020, por dívidas de R$ 31.929.760,13. Após o deferimento, 4 anos se passaram sem que os produtores pudessem apresentar uma estratégia viável aos credores e, somado às irregularidades, a justiça decretou a falência.
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