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Domingo, 05 de abril de 2026

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BILANZ

No dia que foi preso por rombo de R$ 400 milhões na Unimed, ex-diretor foi intimado para quitar dívida de R$ 1,9 mi

Foto: Olhar Direto

No dia que foi preso por rombo de R$ 400 milhões na Unimed, ex-diretor foi intimado para quitar dívida de R$ 1,9 mi
Ex-diretor da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior foi intimado pela juíza Ana Cristina Silva Mendes para quitar débito de R$ 1,9 milhão que a cooperativa lhe cobra. Intimação foi despachada nesta quarta-feira (30), mesma data que Rubens foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Bilanz, que desarticulou organização, capitaneada por ele, responsável por fraudes contábeis na cooperativa, resultando em prejuízos de R$ 400 mi.


Leia mais: Falsidade ideológica: ex-gestores da Unimed manipularam 7 documentos para enganar ANS em rombo de R$ 400 mi

Os R$ 1,9 milhão que Rubens é cobrado refere-se a porcentagem que os médicos cooperados da Unimed devem pagar pelo rombo que sua ex-gestão deixou nos cofres da cooperativa.

“O valor da sua dívida deve ser calculado sobre a distribuição total das perdas (R$ 400.734.820,00). Destarte, o valor total da dívida do requerido, calculado sobre a distribuição total das perdas, perfaz o montante atualizado de R$ 1.890.323,85”, diz trecho da ação de cobrança movida pela Unimed contra ele em março deste ano.

Nesta quarta, então, a juíza resolveu intimar Rubens para promover o pagamento, após oficial de Justiça não obter êxito nas tentativas de oficiá-lo anteriormente, uma vez que, conforma a decisão, ele mudou de endereço.

Na mesma ordem, Ana Cristina observou que o requerido estava preso na sede da Polícia Federal em Cuiabá, e, por isso, ordenou a citação pessoal por oficial de justiça, pois é o meio mais adequado para garantir a continuidade processual e assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Após ser preso ontem (30), Rubens e os outros seis alvos da Operação Bilanz foram colocados em liberdade provisória nesta quinta-feira (31), por ordem do juiz Jefferson Schneider.

Estavam presos: o ex-presidente Rubens Carlos Oliveira, Eroaldo Oliveira, a médica Suzana Palma, Ana Paula Parizotto, Tatiana Bassan e a advogada Jaqueline Larreá. Esta última foi liberada ainda na noite de ontem, após decisão da juiza federal Rosimayre Gonçalves.

A operação teve início após a própria Unimed Cuiabá apresentar uma notícia-crime ao MPF em julho de 2023.

A investigação identificou indícios de práticas ilícitas relacionadas à gestão financeira e administrativa da entidade, incluindo a apresentação de documentos com graves irregularidades contábeis à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no balanço patrimonial da entidade em 2022. Estão sendo apurados os crimes de falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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