O advogado João Francisco de Assis Neto, que passou 29 dias preso em 2025 na cadeia Baldomero Cavalcante, em Maceió, após ser flagrado espancando a companheira no apartamento do casal, é o responsável pela defesa de Wellington Honorato dos Santos, réu por feminicídio e julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (27), pelo assassinato da ex-companheira Bruna de Oliveira, ocorrido em julho de 2024, em Sinop.
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Assis foi preso ainda no ano passado, após a agressões registradas no dia 14 de março serem divulgadas. Segundo o processo, João Neto retirou Adriana à força de casa, empurrou a vítima e causou um corte no rosto que exigiu atendimento hospitalar e três pontos. Em junho do ano passado, ele foi condenado a 4 anos e 2 meses pelas lesões corporais contra a ex, Adriana Bernardo Santos. Após ficar quase um mês preso, ele foi solto mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica e segue cumprindo o semiaberto.
Agora, João é quem faz a defesa de Honorato, o qual, por sua vez, alegou que assassinou Bruna enforcada temendo que ela o retaliasse com ajuda de facções.
Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, João Neto mantinha em seu perfil pessoal a autodeclaração de “ex-militar” da Polícia Militar da Bahia. No entanto, registros oficiais revelam que ele nunca chegou a integrar, de fato, o efetivo da corporação.
Ele foi advogado de Pablo Marçal durante a campanha à Prefeitura de São Paulo no ano passado. Também em 2024, ele se envolveu em uma confusão durante uma audiência de conciliação, na qual disse ter sido empurrado por outro advogado e desferiu três socos em legítima defesa.
Por meio de vídeos nas redes sociais, João Neto fala sobre casos emblemáticos da Justiça, como a prisão e soltura de Daniel Alves ou análises de decisões de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Também garante que, mesmo se algum cliente seu matar alguém, ele poderá ser solto.
O caso
Bruna foi executada após uma discussão relacionada à venda de um ventilador. Em seguida, o corpo foi retirado do local, arrastado por correntes em uma moto e levado até uma área afastada da cidade, onde foi abandonado em uma vala. O acusado foi preso no dia seguinte e confessou o crime.