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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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DELAÇÃO HOMOLOGADA

Investigada por rombo de R$ 400 milhões na Unimed, médica firma acordo para entregar lideranças e estrutura da organização

Foto: Reprodução

Investigada por rombo de R$ 400 milhões na Unimed, médica firma acordo para entregar lideranças e estrutura da organização
O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, homologou acordo de colaboração premiada firmado entre a médica Suzana Aparecida dos Santos Palma, ex-diretora financeira da Unimed Cuiabá, e o Ministério Público, no âmbito da ação penal e dos inquéritos provenientes da Operação Bilanz, que apura o rombo de R$ 400 milhões nos cofres da entidade, supostamente ocorrido durante a gestão do ex-diretor Rubens Carlos de Oliveira Júnior. Homologação foi efetivada em decisão proferida em audiência realizada no último dia 10.


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O acordo inclui ação penal que investiga crimes de falsidade ideológica; sete Procedimentos de Investigação Criminal (PICs), um Inquérito Policial (IPL) e uma Ação Civil Pública (ACP). Todos os desdobramentos e novos procedimentos decorrentes dos fatos revelados pela colaboradora entre abril e junho de 2025.

Para garantir os benefícios do acordo, Suzana teve que identificar os coautores e participantes da organização investigada, revelar a estrutura hierárquica e a divisão de tarefas, bem como a recuperação do montante desviado.

Em contrapartida, o Ministério Público Federal lhe ofereceu a redução de pena em 1/2, podendo chegar a 2/3 a depender da eficácia da colaboração, referente a ação de falsidade ideológica. Nas demais investigações, Suzana receberá o perdão judicial e terá eventual pena privativa de liberdade substituída por restritivas de direitos.

Com a retirada do sigilo das investigações que culminaram na Operação Bilanz, em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) revelou que os ex-administradores da Unimed Cuiabá, acusados de rombo de R$ 400 milhões, teriam assinado contratos milionários com empresas de fachada para desviarem o dinheiro da cooperativa. Alyander Bielik Rubio EIRELI e a Tharine Rocha Arquitetura nunca prestaram os serviços para os quais foram contratadas. O

O caso mais expressivo envolve assinatura com a Arche Negócios Ltda, numa operação financeira que resultou em liberação de R$ 33 milhões em créditos e possível desvio de quase R$ 1 milhão.

A operação, deflagrada em outubro de 2024, cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou inicialmente na prisão de investigados, medida posteriormente revogada pela Justiça.

São eles: Rubens Carlos de Oliveira Junior (ex-presidente); Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma (ex-diretora financeira); Jaqueline Proença Larrea (ex-chefe jurídica); Eroaldo de Oliveira (ex-CEO); Ana Paula Parizotto (ex-superintendente); e Tatiana Gráciele Bassan Leite (ex-chefe de monitoramento). 

Os ex-dirigentes da entidade são investigados por falsidade ideológica; 38 estelionatos por simulação contratual; estelionato por simulação de comissão envolvendo a empresa Arché Negócios; estelionato por superfaturamento e aditivos irregulares envolvendo o grupo H. Bento; crime contra a economia popular; um crime de patrocínio simultâneo; um crime de lavagem de capitais de forma reiterada; e um crime de organização criminosa.
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