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Sábado, 04 de abril de 2026

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SEM ACORDO COM O MP

Empresário flagrado espancando modelo em Cuiabá se torna réu na Lei Maria da Penha e é mantido preso

Foto: Reprodução

Empresário flagrado espancando modelo em Cuiabá se torna réu na Lei Maria da Penha e é mantido preso
A Justiça de Mato Grosso recebeu denúncia e tornou réu o empresário Alexandre Franzner Pisetta, que também foi mantido preso por violência doméstica, enquadrada na Lei Maria da Penha, consistente nos espancamentos e agressões psicológicas contra sua ex-companheira, a modelo Stephany Leal Vareiro, a qual o acusou no final de dezembro expondo os vídeos que flagraram os atos que sofreu.


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Na última quarta-feira (28), o promotor Anderson Ferreira da Cruz, do Ministério Público do Estado (MPE), denunciou Alexandre pelos crimes Lesão Corporal e Violência Psicológica Contra a Mulher, após constatar que laudos periciais comprovaram as lesões cometidas por ele contra Stephany.

“Há de se ressaltar que tais condutas, além das lesões corporais, causaram dano emocional à vítima, prejudicando seu desenvolvimento e buscando controlar suas ações e decisões, por meio de intimidações, ameaças, humilhações e xingamentos. Destaca-se ainda que as materialidades delitivas foram comprovadas pelos Laudo Periciais”, diz trecho da acusação, que, por sua vez, deixou de propor acordo de não persecução penal ao empresário.

Em informações prestadas ao desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, que julga habeas corpus em favor de Alexandre, o juiz Marcos Terencio Agostinho Pires  informou que a denúncia ofertada contra ele já fora recebida, e que os pedidos de revogação de prisão foram rejeitados. E que agora os processos aguardam a defesa de Alexandre apresentar as respostas da acusação.
 
A modelo Stephany Leal Vareiro ainda está pedindo que o agressor Alexandre Franzner Pisetta, empresário que está preso, seja responsabilizado penalmente pelo crime de estupro. Manifestação foi assinada no começo de janeiro pela defesa da modelo, patrocinada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda.

No mesmo contexto das agressões ocorridas no dia 15 de maio de 2025, além da violência física e psicológica já relatada, Alexandre constrangeu Stephany mediante ameaça, a praticar o crime de estupro, consistente em ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Nos mesmos registros que flagraram Alexandre a espancando Stephany, existe um vídeo em que ele aparece tentando penetrá-la com os dedos – ato que foi prontamente repreendido por ela.

A defesa, portanto, requer que a 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica Contra a Mulher de Cuiabá, responsável por decretar a prisão de Alexandre, o responsabilize diante do fato novo (crime de estupro – ato libidinoso diverso da conjunção carnal) e da prova material apresentada, adote as providências cabíveis para a persecução penal deste delito. Esse requerimento ainda não foi julgado.

No dia 4 de dezembro, Stephany, de 21 anos, expôs os episódios em suas redes sociais. Nos vídeos, Alexandre aparece a espancando e, em um deles, tentando penetração carnal sem o consentimento dela.

Após ser submetido a audiência de custódia, Alexandre, que também se declara vendedor autônomo, teve a prisão em flagrante homologada e, diante da gravidade do caso, foi detido preventivamente.     

A designer detalhou um padrão de contato agressivo no qual o suspeito misturava tentativas de reconciliação, como o envio de presentes e dinheiro, com contínuas injúrias e ameaças de morte proferidas por ele, que se recusa a aceitar o término do relacionamento.

A situação escalou dramaticamente quando o suspeito, motivado por ciúmes e posse, enviou mensagens explícitas ameaçando matar a vítima e seu vizinho, levando a comunicante a registrar formalmente os fatos e informar que ele possuía uma arma de fogo.

Diante da gravidade dos relatos e do histórico de violência, o juiz converteu o flagrante em prisão preventiva, justificando que a segregação era essencial para garantir a integridade física e psicológica da vítima e evitar que a situação evoluísse para um feminicídio.

No dia 3 de dezembro, a jovem estava bastante amedrontada e com medo das perseguições e da violência psicológica que continuava sendo praticada pelo agressor.

Durante atendimento no Plantão 24h de Atendimento a Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, a vítima foi acolhida e acalmada pela equipe, sendo, em seguida, ouvida pela delegada plantonista.

Diante das informações repassadas pela vítima, os policiais civis imediatamente passaram a diligenciar e localizaram o investigado em uma residência no bairro Jardim das Américas.

O suspeito foi conduzido até a unidade especializada de plantão, interrogado e autuado em flagrante pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas, ameaça e injúria.

Após a confecção dos autos e as providências cabíveis, ele seguiu preso e agora está à disposição da Justiça, que por sua vez, o tornou réu e o manteve encarcerado.  
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