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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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Justiça converte flagrante em preventiva e coronel da Polícia Militar suspeito de ameaçar esposa permanecerá preso

Justiça converte flagrante em preventiva e coronel da Polícia Militar suspeito de ameaçar esposa permanecerá preso
O juiz Valter Fabrício Simioni da Silva, do plantão criminal de Cuiabá, converteu em preventiva a prisão em flagrante do coronel da Polícia Militar aposentado Helder Taborelli Sempio, de 57 anos, preso na madrugada de sábado (10) suspeito de ameaçar a esposa de 48 anos e atirar durante uma discussão na Capital. Com a decisão tomada em audiência de custódia, o magistrado determinou que o militar permaneça custodiado no Batalhão de Operações Especiais (Bope).


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Na decisão, o magistrado entendeu que estão presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão cautelar, destacando a gravidade concreta da conduta atribuída ao investigado e o risco à integridade física e psicológica da vítima. Conforme os autos, o episódio ocorreu após o casal sair de uma casa noturna, quando uma discussão dentro do veículo teria evoluído para ameaças, perseguição e, posteriormente, um disparo de arma de fogo.
 
Durante a audiência de custódia, o magistrado homologou o auto de prisão em flagrante ao reconhecer que foram observadas todas as formalidades legais e que a situação se enquadra nas hipóteses previstas no Código de Processo Penal (CPP). Em seguida, ao analisar o pedido do Ministério Público (MPMT), considerou que a liberdade do investigado representaria risco concreto à vítima, especialmente pelo contexto de violência doméstica e pelo uso de arma de fogo.
 
O juiz ressaltou que, em casos dessa natureza, a palavra da vítima possui especial relevância, sobretudo quando coerente e compatível com os demais elementos colhidos na investigação inicial. Segundo o relato prestado à polícia, a mulher conseguiu sair do carro e buscar ajuda em uma residência próxima, momento em que o suspeito teria continuado as ameaças e efetuado um disparo.
 
A defesa pediu a concessão de liberdade provisória ou a substituição da prisão por medidas cautelares diversas, como monitoramento eletrônico. No entanto, o magistrado entendeu que tais medidas seriam insuficientes para conter o risco de reiteração da conduta e para garantir a proteção efetiva da vítima, diante da escalada de agressividade descrita nos autos.
 
Ao final, o juiz determinou a expedição do mandado de prisão preventiva. Por se tratar de policial militar aposentado, foi fixado que Helder Taborelli Sempio ficará recolhido no Bope, enquanto o processo segue para distribuição ao juízo competente. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.
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