A juíza Alethea Assunção Santos determinou a soltura de Elzyo Jardel Xavies Pires, Andrew Nicklas Marques dos Santos e Michael Richard da Silva Almeida. Eles haviam sido presos durante a Operação Fair Play, desdobramento da Operação Apito Final, que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do Comando Vermelho por meio de empresas fantasmas e do futebol amador.
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As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apontam que Andrew Nicklas seria um dos braços direitos de Paulo Witer Faria Paelo, o “WT”, e teria aberto uma empresa de fachada exclusivamente para lavar dinheiro do tráfico em Cuiabá.
Essa empresa, segundo a Polícia Civil, também participou da compra de um apartamento de luxo em Itapema (SC), avaliado em R$ 1 milhão. O imóvel foi adquirido por R$ 750 mil, pagos em mais de 280 depósitos bancários. Do total, R$ 50 mil foram transferidos via Pix e outros R$ 34,3 mil foram repassados em valores fracionados.
A reportagem entrou em contato com a advogada Bárbara Figueiredo que patrocina a defesa de Andrew, mas ainda não obteve resposta.
Operação Fair Play
Deflagrada no dia 27 de novembro, a Operação Fair Play cumpriu 19 mandados judiciais — sendo 11 de prisão e 8 de busca e apreensão — além da suspensão de atividades econômicas, sequestro de veículos e bloqueio de bens.
A ação é um desdobramento da Operação Apito Final, realizada em abril, que investigou um esquema de ocultação de bens e lavagem de dinheiro comandado por integrantes de uma facção criminosa em Cuiabá.
O alvo principal das duas operações é Paulo Witer, o “WT”, tesoureiro do Comando Vermelho, que segue preso desde abril.