O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou Moisés Lopes Mendes a 11 anos e Thiago Willian da Silva Freitas a 4 anos, no âmbito da Operação Chacal, que combateu grupo suspeito de agir em diversas frentes, desde recepção de veículos, roubo de aeronaves, passando por tráfico de grandes quantidades de drogas, e até homicídios. Sentença foi publicada no diário desta sexta-feira (1).
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Moisés foi sentenciado por organização criminosa e roubo, e deverá iniciar o cumprimento da pena no regime fechado. Já Thiago foi condenado por organização criminosa, e cumprirá no semiaberto.
Integrantes da quadrilha, eles foram alvos da Chacal, deflagrada em 2015 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram expedidas 40 diligências judiciais; 21 mandados de busca e apreensão (todos cumpridos) e 19 de prisão.
Trata-se de uma quadrilha suspeita de agir em diversas frentes, desde recepção de veículos e maquinário, passando por tráfico de grandes quantidades de drogas, roubo de aeronave e até homicídios.
Dos 16 presos na operação, três foram encontrados em Várzea Grande, três em Sorriso, três em Sinop, dois em Colíder, um em Cuiabá, um em Nova Mutum e um em Campo Novo do Parecis. Outros dois já cumprem pena nos presídios Pascoal Ramos e Ferrugem. O grupo foi denunciado pelo Gaeco por constituição de organização criminosa e roubo.
De acordo com a denúncia, protocolada na Vara Especializada Contra o Crime Organizado, as investigações tiveram início em setembro de 2014, quando o Gaeco interceptou o telefone de Djalma de Paula da Silva, o “Chacal”, apontado como suspeito de envolvimento com um grupo que praticava assalto na modalidade “Novo Cangaço”. As informações iniciais davam conta que ele estava em Cuiabá articulando uma ação contra instituições financeiras.
De acordo com o Gaego, no decorrer das investigações, foi possível detectar que a organização criminosa também agia na prática de roubos, adulteração e receptação de veículos e maquinários, bem como tráfico de entorpecentes e crimes contra a vida.
Foram dez períodos de interceptação telefônica que, aliados a inúmeras diligências de campo, culminaram com a identificação de vários integrantes da organização criminosa, bem como o ‘modus operandi’ (modo de operação) utilizado pelo bando.
Entre os crimes mais graves estão o roubo da aeronave Cessna Aircraft/210, matrícula PTKEU, ocorrido no dia sete de março de 2015, na cidade de Cotriguaçu (a 990 km de Cuiabá), a apreensão de 80 quilos de maconha na cidade de Sinop (a 477 km de Cuiabá), além de homicídios.