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Domingo, 05 de abril de 2026

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MOTIVO FÚTIL

Justiça cita periculosidade e homem que assassinou empresária a facadas tem prisão preventiva decretada

Foto: Reprodução

Justiça cita periculosidade e homem que assassinou empresária a facadas tem prisão preventiva decretada
Igor Henrique Bernardes Pires, que confessou ter matado a ex-companheira Alice Ribeiro da Silva, 32 anos, com golpes de faca no pecoço, teve sua prisão em flagrante convertida para preventida, pelo juízo da Vara Única de Juscimeira (218 Km de Cuiabá). O crime brutal por motivo fútil foi praticado na tarde desta sexta-feira (04), na frente dos três filhos de Alice, em uma casa localizada na rua Porto Alegre.


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Na decisão que converteu o flagrante em preventiva, o juízo entendeu que Igor pratiou feminicídio consumado, de modo que as penas ultrapassam quatro anos de privação, estando, então, presente hipótese do perigo que sua liberdade enseja para o processo e para a ordem pública.

“Trata-se do perigo que a permanência do custodiado, em liberdade, representa para a eficácia do processo, para as investigações, para a efetividade do Direito Penal e para a própria segurança da coletividade. Materializa-se com o risco efetivo à garantia da ordem pública, da ordem econômica, para a conveniência da instrução criminal, ou garantia de aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão.

Igor justificou e confessou o feminicídio sob alegação de que Alice queria tomar os bens de sua família, bem como que ela teria lhe dado um golpe na barriga. “Não obstante, as declarações prestadas pelas testemunhas, o próprio réu confessou a prática delitiva”, anotou a justiça.

Diante disso, restou vislumbrada a necessidade de garantir a ordem pública pela gravidade do delito em tela, cometido contra mulher, que envolveu violência doméstica e familiar, praticado, ainda, na presença de criança e motivado por futileza. Tudo isso indicaria, conforme a decisão que o Olhar Jurídico teve acesso, a periculosidade acentuada de Igor, que inclusive possui passagens por tráfico de drogas.

“Logo, com a prova da materialidade, indícios suficientes de autoria e demonstrados que a liberdade do suspeito ofende a garantia da ordem pública e a instrução processual, entendo que estão presentes e preenchidos estão os requisitos autorizadores para decretação da prisão preventiva, como se infere dos artigos 312 e 313, I e III, ambos do Código de Processo Penal. Por fim, entendo que, neste momento, as medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, revelam-se insuficientes e inadequadas ao presente caso”, finalizou o juízo.

Igor assassinou Alice na frente dos filhos, na tarde desta sexta-feira (3), em Juscimeira. Ele confessou o crime aos policiais militares que atenderam a ocorrência e foi preso em flagrante.

O feminicídio

Conforme o suspeito narrou à PM, um golpe que a empresária teria dado em sua barriga, bem como a intenção dela em ficar com os bens da sua família foram as razões que motivaram o assassinato.

Narra o Boletim de Ocorrência confeccionado pelos militares que o suspeito estava em posse de arma branca em frente a um residencial na rua Porto Alegre, e que o mesmo poderia ter praticado agressão contra a mulher, a qual tem uma filha.

Diante da denúncia, os agentes se deslocaram ao endereço e, ao chegarem próximo do local, avistaram o suspeito virando a esquina em frente a uma lanchonete. Neste momento, foi realizada a abordagem e posteriormente se deslocaram até a residência da ex-conivente do suspeito.

Na casa dela, os policiais a encontraram caída no solo, já morta, com vários cortes de faca na região do pescoço, provocados pelos golpes que o suspeito desferiu.

Uma testemunha que presenciou o crime relatou que ela estava almoçando com a vítima e seus filhos quando o suspeito chegou. Questionado se queria almoçar, ele disse que não estava com fome e questionou o porquê de a vítima ter feito chamada de vídeo para sua mãe. Neste momento, ele teria sido expulso da casa.

Em seguida, a testemunha ouviu a empresária gritar por socorro, mas quando chegou na sala já presenciou a vítima caída no solo, em uma poça de sangue. A testemunha, então, pegou as crianças que estavam juntas na sala presenciando o fato e as retirou de lá com medo de que o suspeito pudesse atentar contra a vida das mesmas.

Em abordagem ao suspeito, este disse que teve uma filha com a empresária e que ela teria dado um golpe em sua barriga, bem como ela teria intenção de ficar com os bens de sua família. Isso, conforme confessou aos militares, teria sido a motivação que ocasionou o assassinato.
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