Olhar Jurídico

Domingo, 05 de abril de 2026

Notícias | Criminal

ALVO DE OPERAÇÃO

Paccola vai cumprir condenação de 4 anos em regime semiaberto por falsidade ideológica e inserção de dados falsos

Foto: Reprodução

Paccola vai cumprir condenação de 4 anos em regime semiaberto por falsidade ideológica e inserção de dados falsos
O juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros da Silva, alterou a sentença que condenou a 4 anos de reclusão o policial militar e vereador cassado, Marcos Paccola, pelo crime de inserção de dados falsos em sistema de informação e falsidade ideológica. Agora, Paccola deverá cumprir a sentença em regime semiaberto.


Leia também:
Paccola é condenado a 4 anos de reclusão por falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema da PM


Paccola foi condenado em dezembro de 2022, quando a Vara Especializada em Justiça Militar determinou que ele cumprisse a pena em regime aberto. Porém, devido a um embargo de declaração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a sentença foi alterada e ele cumprirá o regime em semiaberto.

"Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes acima indicadas, acordaram os Juízes do Conselho de Justiça Militar, por unanimidade de votos, condenar o réu TEN CEL PM MARCOS EDUARDO TICIANEL PACCOLA pela prática do crime do art. 312 do Código Penal Militar e por maioria de votos condená-lo também pela prática do crime do art. 313-A do Código Penal, sujeitando-o a pena de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, pena que será cumprida em regime inicialmente semiaberto.", diz trecho do documento..

Processo versa sobre acusações provenientes da Operação Coverage.  A Coverage foi deflagrada em agosto de 2019 e investigou a alteração no registro de uma arma de fogo usada em homicídios apurados pela Operação Mercenários.

No caso, inaugurado em 2019, também foram denunciados o 2º tenente Cleber de Souza Ferreira, o tenente Thiago Satiro Albino, o tenente-coronel Sada Ribeiro Ferreira e o 3º sargento Berison Costa e Silva.

Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo de extermínio conhecido como “Mercenários”.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet