Acusada de chefiar organização criminosa e lavagem de dinheiro, influenciadora presa na última terça-feira foi solta
neste domingo (25) após cinco dias na cadeia. Com cerca de 25 mil seguidores no Instagram, a cuiabana Cristina Aparecida Reinheimer Oliveira, apontada como tesoureira de uma organização criminosa que desviava carga de grãos na cidade de Miritituba (PA), foi detida no bojo da Operação Carga Pesada, deflagrada pela Polícia Federal, com objetivo de reprimir o crime organizado, tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A influenciadora havia sido presa na em uma residência de alto padrão, localizada em um condomínio de luxo denominado “Florais dos Lagos”, na cidade da Cuiabá.
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A justiça do Estado do Pará expediu no último sábado (24) alvará de soltura em favor de Cristina Aparecida Reinheimer Oliveira, apontada como tesoureira de uma organização criminosa que desviava carga de grãos na cidade de Miritituba-PA.
O cumprimento do alvará ocorreu na data deste domingo (25) e concedeu o direito à influenciadora retornar e responder ao processo em regime domiciliar. A decisão não constou cautelares mais severas como tornozeleira eletrônica e comparecimento mensal em juízo.
A influenciadora havia sido presa na última terça feira (20), em uma residência de alto padrão, localizada em um condomínio de luxo denominado “Florais dos Lagos”, na cidade da Cuiabá.
Cristina ostentava uma vida de luxo nas redes sociais e já havia sido investigada pela Gerencia de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em Mato Grosso, porém, na época, apesar das suspeitas, não foi indiciada em qualquer delito.
Com a determinação judicial, Cristina Reinheimer continuará respondendo o processo que corre na vara de Itaituba.
Os advogados de defesa Dr. Marcos Vinicius Borges e Dra. Elizandra Mariano de Mattia, responsáveis por formular o pedido que concedeu o benefício em favor da investigada, informaram que a influenciadora foi envolvida equivocadamente na operação e que todos os fatos serão esclarecidos.
‘’Não existem elementos idôneos para manter Cristina segregada em cárcere, a mesma não representa qualquer risco ao processo e sequer faz parte de qualquer organização criminosa’’, disseram os advogados
‘’O mandado de prisão foi baseado em elementos abstratos trazidos equivocadamente pela GCCO do Estado do Pará, em nenhum momento dos autos existe comprovação ou justificativa idônea para a segregação de Cristina. Infelizmente o fato da mesma possuir um trabalho voltado ao público e possuir um alto poder aquisitivo gera aos olhos da acusação a desconfiança que qualquer valor obtido é proveniente de atos ilícitos, porém, em nenhum momento consegue comprovar qualquer prática criminosa da suspeita. Ficamos felizes pelo judiciário verificar os direitos basilares da acusada e corrigir mais uma vez os excessos trazidos pela polícia civil.’’ Finaliza o advogado Marcos Vinicius.