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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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ALVOS DO NACO

Corregedor prorroga prisão de advogado, policiais e traficante acusados de aplicarem golpes usando perfis falsos de magistrados

Foto: Reprodução

Corregedor prorroga prisão de advogado, policiais e traficante acusados de aplicarem golpes usando perfis falsos de magistrados
O Tribunal de Justiça (TJMT) prorrogou a prisão preventiva do advogado Rafael Valente, os policiais Eduardo Soares de Moraes e José Menino de Souza, e do traficante Christoffer Augusto dos Santos, grupo alvo do Ministério Público (MPE) suspeito de criar perfis falsos nas redes sociais se passando por magistrados. Caso veio à tona após a entrega de um envelope com R$ 10 mil em espécieao desembargador José Zuquim Nogueira, presidente do Tribunal (TJMT), em julho do ano passado.


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Decisão que manteve o quarteto preso foi proferida pela Corregedoria-Geral de Justiça, presidida pelo desembargador José Luiz Leite Lindonte. Na semana passada, o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) desencadeou operação que culminou na prisão deles.

Ao todo, foram expedidas dez ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão contra os criminosos, sendo que o guia turístico Felipe Fontes Nazário segue foragido até então, conforme confirmado pela reportagem junto a fontes oficiais.

Durante o cumprimento das diligências, na residência de José Menino, foram encontrados R$ 350 mil em espécie, além de uma grande quantidade de cheques e notas promissórias.

Outro alvo preso pelas equipes do Naco é apontado como um dos líderes da associação criminosa e responsável pela criação de perfil falso em nome do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira.

O processo tramita em segredo de justiça. A operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) - força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, e da Corregedoria da Polícia Militar.

Envolvido na morte do advogado Renato Nery, o também militar Jackson Pereira Barbosa também teria participação no caso dos R$ 10 mil entregues em um envelope em nome do presidente do Tribunal de Justiça, José Zuquim Nogueira, no ano passado. A operação foi deflagrada após este episódio.
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