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Quinta-feira, 02 de abril de 2026

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DISCUSSÃO DE TRÂNSITO

Com histórico de agressões, tenente da PM que tentou assassinar motorista em Cuiabá tem pedido de sigilo do inquérito negado

Foto: Reprodução

Com histórico de agressões, tenente da PM que tentou assassinar motorista em Cuiabá tem pedido de sigilo do inquérito negado
Em ordem publicada nesta terça-feira (27), a juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, negou decretar o sigilo no inquérito instaurado contra o Tenente da Polícia Militar, Rennan Albuquerque de Melo, preso em dezembro por ter tentado matar um motorista de aplicativo a tiros na capital. Renan ostenta histórico de agressividade e chegou a ser afastado do cargo no início de 2025, quando teria agredido um adolescente de 15 anos em um condomínio.


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Rennan postulou pelo sigilo total do inquérito que responde pela tentativa de homicídio qualificado contra o motorista, atingido por disparos na cabeça e na coxa no dia 19 do mês passado, motivada por uma briga de trânsito entre eles.

O caso ocorreu na noite de sexta-feira (19), no bairro Goiabeiras. Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após relatos de disparos de arma de fogo na Avenida General Vale, em frente ao antigo Pronto-Socorro. Ao chegar ao local, os policiais foram informados de que a vítima já havia sido socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

O motorista de aplicativo parou seu carro em um semáforo próximo ao Shopping Goiabeiras e neste momento o tenente bateu na traseira do veículo, por mais de uma vez, propositalmente. A vítima então para ao lado do shopping, para que conversassem sobre a colisão, e então sofreu a tentativa de homicídio, sendo alvejado por Rennan, que ainda tentou forjar um suposto furto para justificar os tiros que deu contra a vítima.

O Tenente então postulou o sigilo total do inquérito, argumentando que a publicidade do processo prejudicaria a privacidade de seu filho menor de idade com necessidades especiais. No entanto, a juíza considerou as alegações genéricas e insuficientes para uma restrição completa, enfatizando que a transparência processual é a regra, enquanto o sigilo deve ser uma exceção aplicada apenas quando há riscos concretos e identificados.

Dessa forma, a solicitação foi parcialmente indeferida, mantendo-se o acesso público aos autos principais da investigação e o sigilo somente nos dados do menor. Por fim, a Lourenço ordenou a conclusão das diligências policiais com urgência, visto que o investigado segue em prisão preventiva.

Conforme apurado, o militar já havia sido afastado no início do ano de 2025, após se envolver em um episódio de violência. Ele agrediu um adolescente dentro de um condomínio no bairro Santa Rosa. Neste caso, o suspeito acreditava que alguém teria riscado seu carro e exigia que a vítima apontasse o responsável.

Ele também já foi denunciado por agredir um idoso e tentar enganar a polícia, ao criar uma falsa narrativa de furto do próprio veículo com o objetivo de ofuscar o crime mais recente.

Em março de 2024, Rennan foi denunciado por agredir Lourival Valério de Farias, de 60 anos, após invadir a casa da vítima, no Bairro Goiabeiras. Na ocasião, o policial alegou que estaria apurando uma denúncia de tráfico de drogas e que o idoso estaria atrapalhando a operação.

A vítima tentou impedir a entrada do policial na casa e acabou sendo agredido com socos e empurrões. A neta da vítima gravou a ação
 
 
 
 
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