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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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revogação de cautelares

Investigada por maus-tratos a gatos rompe tornozeleira eletrônica; associação cita caso Bolsonaro e pede retorno à prisão

Foto: Reprodução

Investigada por maus-tratos a gatos rompe tornozeleira eletrônica; associação cita caso Bolsonaro e pede retorno à prisão
A Associação Tampatinhas Cuiabá solicitou novamente à Justiça a revogação da liberdade provisória de Larissa Karolina Silva Moreira e a decretação de sua prisão preventiva. O pedido se deve a uma nova violação no monitoramento eletrônico da investigada, que responde pela suposta morte e maus-tratos contra gatos.


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Em manifestação protocolada nesta segunda-feira (24), a entidade alega que a investigada tem "persistente e deliberadamente desprezado pelas determinações judiciais". A associação atua no processo como como amicus curiae (amiga da corte).

O pedido foi fundamentado em um ofício da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), de 19 de novembro, que informou a desativação do monitoramento de Larissa devido a uma violação por "rompimento da tornozeleira". 

O documento explica que a falha no equipamento compromete a confiabilidade dos dados de localização e que tentativas de contato com a monitora para inspecionar o dispositivo não obtiveram sucesso.

No ofício, a Sejus informa que tentou contatar Larissa para marcar uma inspeção no equipamento, mas não obteve sucesso. Diante disso, o cadastro da investigada foi desativado porque os dados apresentados podem não ser confiáveis, argumenta a secretaria.

“Assim sendo, visando garantir o cumprimento das medidas impostas ao monitorado de forma confiável, o cadastro do monitorado foi desativado nesta data, 18/11/2025, até que as irregularidades sejam sanadas”, diz. 

A Associação Tampatinhas contesta a justificativa anterior da defesa, que teria alegado um "surto psicótico agudo" como motivo para uma violação prévia. A entidade afirma que o prontuário médico da investigada não apresenta histórico psiquiátrico que embase a tese, classificando-a como "duvidosa e com indícios de simulação".

A manifestação alega ainda que há provas de uma "conduta dissimulada", incluindo uma gravação de áudio em que Larissa supostamente confessou a uma amiga que removeu o equipamento para realizar um exame de ressonância magnética.

Cita também a existência de um vídeo que mostraria a investigada "dançando em uma festa, em total normalidade", em data próxima ao suposto surto.

Além disso, aponta que a investigada tem utilizado de sua liberdade para intimidar testemunhas e jornalistas que acompanham o caso, “buscando silenciar qualquer um que se oponha a seus interesses”.

Diante disso, a Associação Tampatinhas requereu à Justiça s revogação imediata da liberdade provisória com monitoramento eletrônico e a decretação da prisão preventiva. 

Na solicitação, a associação menciona, por exemplo, a recente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi decretada após a identificação de uma tentativa de violação do equipamento de monitoramento eletrônico eleitoral por parte do ex-mandatário.

“Recentemente, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, perdeu o benefício da prisão domiciliar por, entre outros motivos, tentar romper seu monitoramento eletrônico com um equipamento de solda, o que torna recentíssima jurisprudência superior em relação da gravidade a mera tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica, quiçá seu rompimento, como noticiado nos autos”.

O caso

Larissa e o companheiro foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso como supostos responsáveis pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá. Segundo a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal praticava uma “empreitada criminosa”, adotando animais de ONGs de proteção de forma simulada para depois submetê-los a maus-tratos violentos que levavam à morte.
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