Olhar Jurídico

Sexta-feira, 03 de abril de 2026

Notícias | Criminal

VIOLAÇÃO DAS CAUTELARES

Justiça dá cinco dias para suspeita de torturar e matar gatos em Cuiabá justificar rompimento de tornozeleira

Foto: Reprodução

Justiça dá cinco dias para suspeita de torturar e matar gatos em Cuiabá justificar rompimento de tornozeleira
Larissa Karolina Silva Moreira, 28 anos, investigada por matar deliberadamente gatos em Cuiabá, rompeu sua tornozeleira eletrônica e, diante da violação, poderá voltar à cadeia. Em decisão proferida nesta quinta-feira (25), a juíza Fernanda Mayumi Kobayashi intimou a defesa da acusada para justificar, em cinco dias, o suposto rompimento.


Leia mais
Ex-bombeiro condenado por feminicídio é absolvido de estupro de vulnerável; mãe da vítima teme possível soltura
 

Após passar mais de um mês presa preventivamente, Larissa Karolina teve a liberdade concedida no dia 25 de julho por ordem do  Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a imposição de medidas cautelares diversas da prisão.

Conforme os autos, Larissa teria rompido a cinta da tornozeleira no último dia 19, às 17h45 e, diante da gravidade do descumprimento das medidas impostas alternativas à prisão, a juíza decidiu intimar a defesa em respeito do contraditório e devido processo, uma vez que a violação pode culminar no retorno da acusada ao cárcere.

Diante disso, a juíza oficiou a Central de Monitoramento Eletrônico para que apresente informações detalhadas acerca do evento registrado no dia 17, notadamente se houve efetivo rompimento da cinta, bem como o histórico de funcionamento do equipamento vinculado à investigada. Após juntada das informações, o Ministério Público deverá se manifestar.

Larissa e o companheiro foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso como supostos responsáveis pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá. Segundo a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal praticava uma “empreitada criminosa”, adotando animais de ONGs de proteção de forma simulada para depois submetê-los a maus-tratos violentos que levavam à morte.

Uma das provas apresentadas pela investigação é uma imagem de Larissa deixando a residência com uma sacola que, de acordo com a polícia, continha o corpo de um dos gatos mortos. Também é apurada a possibilidade da prática de zoofilia.

Medidas cautelares

A prisão preventiva de Larissa havia sido substituída por medidas cautelares, determinadas em habeas corpus. Entre elas estão: comparecimento quinzenal em juízo para justificar atividades, proibição de se ausentar do distrito da culpa por mais de sete dias sem autorização e uso de tornozeleira eletrônica.

Histórico de descumprimentos

Antes mesmo da notícia do suposto rompimento do equipamento de monitoramento, o MPE já havia apontado fortes indícios de descumprimento das condições impostas. Boletins de ocorrência relatam que Larissa teria praticado ou instigado ameaças contra o companheiro, contra os pais dele e também contra protetores de animais.

Com a nova ocorrência, o Ministério Público deverá se pronunciar, podendo pedir medidas mais severas, como a reavaliação da liberdade provisória e até a prisão preventiva da investigada.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet