Durante o cumprimento da prisão domiciliar, Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como "Dandão”, teria mantido contato com lideranças do Comando Vermelho do Rio de Janeiro e planejado uma retaliação pela morte de seu irmão, João Bosco Queiroz de Amorim.
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Nas investigações, a polícia encontrou vídeos de pessoas ligadas a Dandão — incluindo postagens de seu próprio filho — incitando violência contra as forças de segurança e exaltando a necessidade de represálias pela morte de João Bosco.
Além disso, foi preso um integrante da facção criminosa, cujo nome não foi revelado, que estaria monitorando toda a operação policial com a intenção de identificar agentes envolvidos.
Durante a audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira (8), a defesa de Dandão negou as acusações. No entanto, a juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), considerou os elementos apresentados conclusivos e destacou que as ações atribuídas ao investigado ficaram evidenciadas.
Com isso, a magistrada manteve a prisão preventiva de Dandão, que será encaminhado para um presídio em Cuiabá ou Várzea Grande, perdendo definitivamente o direito à prisão domiciliar.
Preso em operação
"Dandão" já havia sido preso em agosto, durante a Operação Ludus Sordidus, que desmantelou a organização criminosa, resultando também na prisão de familiares e amigos do investigado. Na mesma operação, o irmão de Dandão, João Bosco Queiroz de Amorim, morreu em confronto com policiais civis durante o cumprimento de mandado.
Além dos crimes de lavagem de dinheiro, o suspeito é apontado como um dos donos de dois sites de apostas ilegais, nos quais recebia cerca de 10% do lucro.
Na época da primeira prisão, ele foi beneficiado com prisão domiciliar. O juiz responsável considerou seu estado de saúde debilitado, devido a problemas cardíacos, o que, segundo a decisão, inviabilizaria o tratamento dentro do presídio. Ele chegou a receber autorização para comparecer ao velório do irmão, mesmo estando monitorado por tornozeleira eletrônica.