Condenado a 62 anos por diversos crimes, inclusive o latrocínio que ceifou a vida do advogado João Anaides Neto em 2021, em Cuiabá, o contador João Zuffo comprovou horas de trabalho na cadeia e, diante disso, teve 13 dias de pena remidos pela juíza Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, da 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, em ordem proferida na última quinta-feira (21).
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Zuffo concluiu cursos de panificação e confeitaria, técnicas de chocolataria e práticas para serviços de alimentação, com mais de 150 horas trabalhadas, entre junho e julho deste ano. Considerando que o cálculo se dá à razão de um dia de pena para cada 12 horas de frequência, a juíza declarou a remição de 13 dias de pena em favor de Zuffo, mas lembrou que ele ainda não cumpre os requisitos para o livramento condicional.
João Fernandes Zuffo foi condenado em maio de 2023 a 62 anos, três meses e cinco dias de prisão pela morte do advogado João Anaides de Cabral Netto, ocorrida durante um assalto em 2021 no condomínio Flor do Vale, em Juscimeira. Ele foi apontado como líder da organização criminosa responsável por invadir propriedades na região e praticar diversos crimes patrimoniais, entre eles o latrocínio que vitimou o advogado.
Além de Zuffo, também foram condenados pelo crime Ronair Pereira da Silva, sentenciado a 48 anos e oito meses de reclusão, e Lucas Matheus da Silva Barreto, a 38 anos. O grupo criminoso, formado por pelo menos oito pessoas, foi identificado por meio de inquérito da Polícia Civil, que apontou Zuffo como o responsável pelo planejamento e direcionamento dos crimes na região.
No mês passado, antes de pedir a remição, Zuffo tentou anular a Operação Flor do Vale, que investigou o assassinato do advogado, mas teve o pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Na decisão, o ministro Rogerio Schietti Cruz, do negou habeas corpus a Zuffo.