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Sexta-feira, 03 de abril de 2026

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'CLEÓPATRA'

Polícia apreende R$ 419 mil, joias, BMW, documentos e celulares na casa de empresária detida em operação

Foto: Reprodução

Polícia apreende R$ 419 mil, joias, BMW, documentos e celulares na casa de empresária detida em operação
Durante as buscas e apreensões realizadas na residência da empresária Taiza Tossat, situada num condomínio de luxo em Sinop, os agentes da Polícia Civil encontraram cheques em nome das vítimas do esquema capitaneado por ela, totalizando R$ 419 mil, veículos, moto da marca BMW, joias, anabolizantes e munições.


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Taiza foi presa nesta quinta-feira (31) durante a Operação Cleópatra. Ela é apontada como a líder do esquema e foi presa ao desembarcar no aeroporto de Sinop, após uma viagem ao Nordeste do país. No seu depoimento, ela ficou em silêncio sobre os indícios que resultaram na ação.

Na sua residência, os policias apreenderam sete cheques que totalizaram R$ 419 mil, cheques em branco, colares em ouro e prata, relógios Swarovski, Jeep Renegade, moto da BMW, cartões, frascos e mais frascos de anabolizantes proibidos no Brasil, três notebooks, celulares, 17 pen drives, munições calibre .357 de uso restrito.

Ela se apresentava nas redes sociais como uma jovem e bem-sucedida especialista em investimentos, prometendo lucros exorbitantes de 2% a 6% ao dia, dependendo do valor investido. Com esses argumentos, a empresária convencia as vítimas a realizar aplicações iniciais superiores a R$ 100 mil em ações, entrando em um esquema de pirâmide financeira.

Inicialmente, as vítimas recebiam o retorno financeiro prometido e eram incentivadas a investir novamente. No entanto, após alguns meses, os pagamentos cessaram, e Taiza passou a inventar justificativas até parar de responder às vítimas, que começaram a perceber o golpe.

Além de Taiza Tossat, a operação tem como alvos um médico e um ex-policial federal, que, segundo as investigações, colaboravam com o esquema.

O ex-policial, ex-marido da empresária, atuava como gestor de negócios, enquanto o médico exercia a função de diretor administrativo na empresa DT Investimentos. Juntos, eles formavam o grupo criminoso que impactou o planejamento financeiro de diversas famílias, incluindo amigos e parentes dos próprios envolvidos.

As ordens judiciais da operação incluíram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados nas cidades de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis e Sinop.

 
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