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Domingo, 05 de abril de 2026

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tiro perfurou coração

Policial militar que matou universitária após briga de trânsito em Cuiabá é condenado a 18 anos de prisão

Foto: Reprodução

Policial militar que matou universitária após briga de trânsito em Cuiabá é condenado a 18 anos de prisão
O policial militar Edivaldo Junior Rodrigues Marques de Souza foi condenado a 18 anos de reclusão pelo assassinato da universitária Adriele da Silva Munis, em dezembro de 2016, quando tinha 25 anos. A jovem foi morta durante uma briga de trânsito. O julgamento teve início na segunda-feira (5) e foi encerrado no dia seguinte.


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Adriele foi atingida por um tiro nas costas, que perfurou o pulmão e o coração, quando estava em um veículo Fiat Palio com seu namorado e mais duas pessoas voltando de uma festa no bairro Duque de Caxias, na madrugada de 18 de dezembro de 2016.

O veículo em que Adriele estava descia pela avenida Isaac Póvoas e antes de chegar na avenida Tenente-coronel Duarte, o condutor colidiu na lateral dianteira de um Honda Fit e seguiu à frente do carro, cujo motorista fez três disparos contra o Pálio, antes de chegar ao cruzamento entre as duas vias. Um dos disparos atingiu Adriele, que caiu no colo do namorado. 

O motorista do Palio correu em busca de socorro na Santa Casa, que não estava aberta, e em seguida buscou o Pronto-Socorro de Cuiabá, onde a vítima morreu minutos depois de dar entrada.

Em 2019, a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) voltou a realizar novas diligências, cruzando informações de todos os veículos que passaram no horário próximo e pelo mesmo trecho onde os dois carros envolvidos transitaram. Além disso, a equipe de investigação coletou dados e imagens em uma boate na Isaac Póvoas de frequentadores que portavam armas de fogo na data do crime. 

As informações da análise de balística para chegar ao tipo de arma compatível com a munição encontrada no corpo de Adriele (calibre .40), levaram a Polícia Civil a confirmar que a arma estava em nome da Polícia Militar do Estado.

Com a localização da pistola, a Polícia Civil requisitou exame de confronto balístico à Politec, que constatou que a munição que atingiu Adriele foi disparada da arma em questão. A partir dessa informação, chegou-se ao nome da pessoa que estava com o revólver acautelado.

Em um primeiro depoimento na DHPP, Edivaldo negou qualquer das informações apuradas nas investigações que o colocavam na boate, portando uma arma de fogo compatível com a que fez o disparo que matou Adriele, assim como das provas periciais e no deslocamento do veículo no trajeto feito pelo Pálio em que estavam as vítimas.  

Dias depois após o primeiro depoimento, o investigado, diante das informações que lhe foram apresentadas, solicitou um novo interrogatório, onde confessou a autoria dos disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa. Ele declarou que atirou contra o carro onde estava Adriele porque sofreu uma tentativa de assalto. 

Contudo, as provas coletadas comprovam que em momento algum as vítimas esboçaram qualquer ato que pusesse em perigo de vida o casal que estava no Honda Fit (investigado e sua namorada), assim como os ocupantes do Pálio não desceram do veículo durante o trajeto apurado.

 
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