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Domingo, 05 de abril de 2026

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vítima defendeu Lula

Bolsonarista que matou colega de trabalho em discussão por política é indiciado por homicídio qualificado

Foto: Reprodução

Bolsonarista que matou colega de trabalho em discussão por política é indiciado por homicídio qualificado
O inquérito que investiga o homicídio de Benedito Cardoso dos Santos, de 44 anos, morto com 15 facadas e tentativa de decapitação com machado pelo colega de trabalho Rafael Silva de Oliveira, de 20, na noite de 7 de setembro, em Confresa, foi concluído pela Polícia Civil nessa sexta-feira (16). 


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Rafael foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel. Ele confessou ter assassinado Benedito após os dois se desentenderem enquanto conversavam sobre política. O suspeito era defensor do presidente Bolsonaro (PL), enquanto a vítima defendia o ex-presidente Lula (PT). 

O delegado titular de Confresa, Victor Oliveira, explicou que Rafael relatou o crime com naturalidade. Mesmo após Benedito conseguir fugir, o suspeito continuou a perseguição e esfaqueou a vítima. 

"Em nenhum momento demonstrou arrependimento, relatou o caso com bastante naturalidade, para ele foi algo normal", disse o delegado ao Olhar Direto

Desentendimento em chácara 

Na noite do crime, Benedito e Rafael estavam sozinhos na casa da chácara onde trabalhava. De acordo com depoimento do suspeito, os dois se desentenderam enquanto falavam sobre política e Benedito, então, teria desferido um soco no queixo de Rafael, que revidou com um golpe no peito dele.

Os dois chegaram a se acalmar, mas o suspeito relatou que a vítima pegou uma faca e ficou parado. Rafael foi para cima do colega de trabalho e conseguiu pegar a faca. 

Depois de correr atrás da vítima, Rafael conseguiu esfaqueá-la nas costas e, em seguida, desferiu outros golpes. Benedito foi esfaqueado na testa, em um dos olhos e no pescoço. 

O delegado descarta a tese de legítima defesa. Para ele, a quantidade de facadas configuram "meio bastante cruel" e ressaltou que a vítima já estava "praticamente indefesa". 

Suspeito e vítima não eram fanáticos políticos 

Segundo o delegado, os dois não eram fanáticos políticos e não participaram de qualquer manifestação realizada no feriado de 7 de Setembro a favor dos candidatos à presidência. Victor explicou que uma carreata em apoio ao presidente Bolsonaro foi realizada em Confresa, mas os dois não participaram e outras ocorrência do tipo não foram registradas. 

"Aqui [Confresa] teve o desfile de 7 de setembro e uma grande carreta também, só que nenhum dos dois participou do evento, tendo em vista que eles estavam na chácara e também não eram fanáticos. Eles começaram a se desentender, foi uma discussão banal mesmo", lamentou. 

Natural de Goiás, Benedito era pouco conhecido na região e não tinha familiares na cidade, para onde estava a trabalho. Poucas pessoas souberam falar sobre ele. Já Rafael, que residia há mais tempo em Confresa, tinha passagens criminais por delitos cometidos na cidade.

Apesar disso não tinha parentes na região, apenas uma irmã em Cuiabá, com quem não tem relacionamento. Durante depoimento, ele não indicou nenhum contato para ser avisado sobre a prisão. 
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